A Justiça Federal do Ceará vetou a divulgação do gabarito do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), após consulta do Ministério da Educação. O gabarito seria aberto para consulta nesta terça-feira, às 18h.
A juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal, determinou ontem a suspensão do Enem em todo o país por conta dos problemas durante a realização do exame, no último fim de semana.
Pela decisão também estão suspensos o recebimento de requerimentos administrativos de qualquer aluno prejudicado ou não, seja por preenchimento do cartão resposta, providências administrativas de guarda e tratamento do material utilizado no exame, e ainda, a realização das etapas que antecederem a publicação do resultado final.
"O exame do Enem está suspenso no estado em que se encontra, inclusive porque eventual divulgação do gabarito poderá acarretar acirrados ânimos entre os candidatos eventualmente aprovados e aqueles que não obtiveram resultado exitoso", escreveu na decisão.
Segundo a juíza, as falhas constatadas ensejaram "todo tipo de transgressão às normas editalícias, especialmente no que se refere à presença de celulares dentro da sala de prova".
PROBLEMAS
No sábado, primeiro dia de prova, parte dos exemplares saiu com folhas repetidas ou erradas. Nem todos os alunos conseguiram trocar a prova de imediato. Já no cabeçalho da folha de respostas recebida por todos os alunos, o espaço para o gabarito das questões de ciências da natureza estava incorretamente identificado como ciências humanas.
O ministro confirmou que irá ao Senado na próxima semana para falar sobre o Enem. Ele voltou a dizer que não há necessidade de aplicar a prova de sábado para todos os 3,4 milhões de estudantes. Para Haddad, o sistema do Enem permite que apenas os alunos prejudicados façam uma nova prova, com o mesmo nível de dificuldade da anterior.
OAB
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, se reuniu nesta terça-feira com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para pedir esclarecimentos sobre os problemas na aplicação do Enem. Cavalcante afirmou que a maior preocupação agora é que seja mantido o princípio da igualdade no processo.
Após receber o ministro, Cavalcante disse que uma comissão da OAB irá analisar informações do Ministério da Educação sobre como funciona o sistema do Enem. "Vamos conferir se é possível essa compatibilidade entre o princípio da igualdade e essa nova formula de aplicação de provas, que quebra uma cultura existente. Se o princípio da igualdade não for resguardado, a Ordem terá um posicionamento pela anulação completa do exame; entretanto, se o princípio da igualdade for resguardado, a Ordem se posicionará no sentido da anulação parcial e a repetição do exame [para aqueles prejudicados]" afirmou, em nota.
Colaborou PAOLA VASCONCELOS, DE FORTALEZA
Garota de 5 anos de idade é portadora de anomalia genética rara. Ictiose lamelar é doença crônica caracterizada por descamação.

Annabelle Whitehouse, uma menina de 5 anos de idade, é portadora de uma doença genética rara que faz sua pele desprender 14 vezes ao dia. Por causa da anomalia, ela é obrigada a usar bandagens permanentemente. A garota, que vive no oeste da Inglaterra, foi diagnosticada com ictiose lamelar, uma dermatose (moléstia da pele) caracterizada pela formação de massas epidérmicas semelhantes a escamas de peixes.
A doença é crônica. Geralmente, a criança nasce como se estivesse envolta em uma membrana constritiva transparente que cobre todo corpo, chamada membrana colódia. Annabelle tem de se tratar com cremes especiais, aplicados em seu rosto e mãos – mais expostos ao ambiente – a cada 30 minutos. Ela também usa bandagens, que são trocadas quatro vezes ao dia, informa o site do jornal britânico “Daily Mail”.
Annabelle passou por orientação psicológica e, segundo seus pais, tem levado uma vida relativamente normal – o que inclui aulas de balé.
Fonte: g1.globo.com
O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nesta terça-feira (20) dados consolidados sobre o eleitorado brasileiro que mostram que 135,8 milhões de eleitores estão aptos a votar nas eleições de outubro. O número é 8,5% maior que o da última eleição presidencial, de junho de 2006, quando o total de eleitores brasileiros era de 125,9 milhões. Os dados foram repassados ao TSE pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).
O principal colégio eleitoral do país continua a ser o estado de São Paulo, com 22,3% do total de eleitores brasileiros –30,3 milhões de pessoas aptas a votar neste pleito–, seguido de Minas Gerais, com 14,5 milhões de eleitores (10,6% do eleitorado).
Em seguida, os estados com mais eleitores são o Rio de Janeiro (11,5 milhões de eleitores e 8,5% do eleitorado nacional), a Bahia (9,5 milhões e 7%) e o Rio Grande do Sul (8,1 milhões e 5,9%). O menor colégio eleitoral é Roraima –271,8 mil eleitores (0,2% do total).
A maioria do eleitorado brasileiro é composto de mulheres –51,8% das pessoas aptas a votar, ou 70,3 milhões de eleitoras. Os homens representam 65,2 milhões de votantes. Em 2006, o eleitorado feminino correspondia a 51,5% (64,8 milhões de votantes) e o masculino, a 48,3% (60,8 milhões).
Com 984,6 mil eleitoras (53,6% do total), o Distrito Federal é a unidade da federação com o maior proporção de mulheres votantes, seguido do Rio de Janeiro, com 6,1 milhões de eleitoras (53,2% do total).
Segundo o TSE, 200,3 mil eleitores devem votar no exterior. O voto para quem está fora do país vale apenas para os cargos de presidente e vice-presidente.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, o perfil básico do eleitor brasileiro é uma pessoa do sexo feminino com idade entre 25 a 34 anos. A maioria dos estados tem maior percentual de mulheres eleitoras, com exceção de Mato Grosso, Pará, Roraima e Rondônia.
“O aumento do eleitoral ele se estende em todos os outros números, como sessões, pontos de votação e de mesários convocados e tudo corresponderá a esse aumento”, afirmou Janino.
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O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou hoje que a Polícia Federal irá investigar se os problemas registrados durante a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram motivados por algum tipo de fraude.
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Ao que tudo indica, os bancários de todo o País devem entrar em greve a partir de amanhã(29/09), com o objetivo de retomar a agenda de negociação salarial. A decisão sobre a paralisação será tomada em assembleias às 18h30.
Até agora, a Federação Nacional do Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reposição de 4,29% (baseada no INPC) dos salários e manteve o Programa de Participação nos Lucros (PPLR) igual ao ano passado, ou seja, 90% do salário mais uma parcela de R$ 1,2 mil. “Não dá para entender essa oferta como proposta e, sim, provocação”, critica o presidente do Sindicato do Bancários de Curitiba e região, Otávio Dias.
Na avaliação do sindicato, as reivindicações da categoria são bem razoáveis diante da lucratividade registrada pelos bancos neste ano. “Os seis principais bancos do país (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) tiveram um lucro superior a 30% sobre o patrimônio líquido no primeiro semestre deste ano, creio que os funcionários são responsáveis por esses resultados”, aponta Dias.
Pelo sindicato, o reajuste salarial deveria ser de 11% (reposição mais ganho real de 6,71%) e o PPLR de 3 salários do bancário e mais R$ 4 mil. Também faz parte da pauta de reivindicações a valorização do piso salarial de R$ 1.074 para R$ 1.510 e, no caso de escriturário, R$ 2.157,00 (valores calculados pelo Departamento Intersindical de Economia e Estatística do Paraná).
A categoria ainda batalha por reajustes nos vales refeição e alimentação para R$ 510 cada, e por melhores condições de trabalho, principalmente, no que se refere ao cumprimento de metas consideradas abusivas, assédio moral e discriminação.
De acordo com o sindicato, no País, são 1,2 mil funcionários afastados todo mês por problemas de saúde relacionados a Lesão por Esforço Repetitivo (LER/Dort) e saúde mental.
Já em Curitiba e região, somente entre os bancos privados, o sindicato já atendeu nos primeiros seis meses de 2010, mais de 400 bancários afastados pelo problemas de saúde citados.
“Eles já sofrem a pressão natural do ofício de lidar com o dinheiro alheio e, com as metas dos bancos, o nível de cobrança tem gerado esses números. Há muito tempo o bancário deixou suas funções de origem e foi transformado em vendedor de produtos do banco com uma série de metas a superar”, explica a assistente social do sindicato, Roseli Pascoal. No Estado, o sistema bancário conta com 26,5 mil bancários e, em Curitiba e região, 17,5 mil.
Rotatividade
Outro ponto reclamado pelos bancários diz respeito à alta rotatividade observada no setor de janeiro de 2009 a julho deste ano. Foram substituídos mais de 48 mil funcionários no Brasil, 10,25% do total dos trabalhadores em bancos.
“Esse processo de troca de funcionários é motivado, sobretudo, pela intenção de achatar os salários. Em geral, os trabalhadores demitidos ocupam uma faixa de R$ 3.531 e são substituídos por pessoas que assumem a mesma função recebendo, em média, R$ 2.187”, revela Dias. “Essa situação não condiz com a conjuntura econômica brasileira, tanto que o bancário já deixou de ser considerado da elite da sociedade como ocorria em outras épocas”, lembra o presidente do Sindicato.
Fonte: parana-online
Ministra se demitiu depois de o filho dela ser acusado de pedir propina de R$ 450 milhões em lobby na Casa Civil, quando a candidata do PT à Presidência ainda comandava a pasta...
Brasília - Depois de uma nova denúncia de tráfico de influência na Casa Civil, a ministra Erenice Guerra não teve outra opção: pediu ontem demissão para não contaminar a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República e, assim, não ameaçar o projeto petista de ficar mais quatro anos à frente do governo federal. Apesar disso, as acusações contra os filhos de Ere nice, publicadas na edição desta quinta-feira do jornal Folha de S.Paulo, pela primeira vez atingiram diretamente Dilma. Empre sários afirmaram ao jornal que o esquema na Casa Civil envolvia o pagamento de propina para financiar a campanha eleitoral da petista.
Segundo a reportagem da Fo lha, Israel Guerra, um dos filhos de Erenice, cobrou dinheiro da em presa de energia EDBR do Brasil Ltda. para obter a liberação de um empréstimo de R$ 9 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvi men to Econômico e Social (BNDES), administrado pelo governo federal.
Em entrevista ao jornal, o empresário Rubnei Quícoli, consultor da EDBR, disse que o filho da ministra cobrou R$ 240 mil mais R$ 450 milhões (5% sobre o valor do empréstimo) para que o dinheiro fosse liberado rapidamente. O pedido de propina, segundo ele, foi recusado. Um dos sócios da EDBR, Aldo Wagner, confirmou que a empresa recebeu a proposta de propina.
Ainda segundo a reportagem, foi pedido à EDBR que a empresa repassasse R$ 5 milhões para a cam panha de Dilma. O caso todo ocorreu, de acordo com a Folha, entre o ano passado e março deste ano, quando Dilma ainda era ministra da Casa Civil e Erenice, secretária-executiva da pasta.
Ontem, Quícoli reafirmou a denúncia e disse que tem como provar as denúncias da negociação para liberar o empréstimo do BNDES, mas não a acusação da cobrança de contribuição para a campanha de Dilma.
Ele também acusou Erenice de participar de reuniões em que o “negócio” do BNDES estava sendo discutido. De acordo com ele, a ex-ministra participou de uma reunião na Casa Civil com os representantes da EDBR em novembro do ano passado. A reunião, segundo ele, foi agendada por Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil e cuja mãe é sócia da Capital As sessoria – a empresa de consultoria usada por Israel Guerra para fa zer lobby no governo federal. Castro pediu demissão no início da semana.
Quícoli ainda contou que o pedido de dinheiro para a campanha de Dilma foi feito por Marco Antonio de Oliveira, ex-diretor de Operações dos Correios – estatal que também está envolvida nas denúncias de tráfico de influência feita pelo filho de Erenice (veja quadro). A proposta, de acordo com ele, ocorreu em março deste ano, pouco antes de Dilma deixar o governo e quando, pela legislação eleitoral, não poderia começar a arrecadar recursos para tentar se eleger.
“O Marco Antônio falou [que o dinheiro] era para tampar um buraco da campanha da Dilma, da Erenice e também que uma parte era para ajudar o Hélio Costa [PMDB], candidato a governador de Minas Gerais”, disse Quícoli. “Ele falou isso logo depois que [o empréstimo] foi bloqueado no BNDES. Ele me comentou que o Israel, que eu fiquei sabendo que era o filho da Erenice, disse o seguinte: ‘Se eu não pagasse, eles iriam bloquear’, como o que houve. Aí, eu recebi a notificação do BNDES , dizendo que o projeto não foi aprovado.”
Vítima eleitoral
A força das novas denúncias tornou inviável a permanência de Erenice no governo. Em entrevista ao portal IG, pouco antes da conversa definitiva com Erenice, Lula foi taxativo: “Quando a gente está na máquina pública, não tem o direito de errar. E, se errar, a gente tem de pagar”.
Ao presidente, a agora ex-ministra da Casa Civil afirmou que não suportava mais a pressão. “Minha vida virou um inferno”, teria desabafado. “Vou me defender fora do governo.” Erenice acertou sua exoneração do governo em uma reunião de apenas dez minutos com o presidente Lula.
Ela, então, redigiu uma carta de demissão – devidamente revisada pelo ministro da Comu nicação Social, Franklin Martins – e a divulgou à tarde. Na carta, se diz vítima de “sórdida campanha de desconstituição” da sua imagem e da sua família, e de “pai xões eleitorais” que levaram a “um vale-tudo”.
O presidente Lula decidiu pela saída de Erenice ao avaliar que ela perdeu o “controle” da situação e devido a pesquisas internas do PT apontando que o caso envolvendo seus familiares tinha um alto potencial de dano para a campanha de Dilma – muito maior do que o vazamento de dados fiscais na Receita Federal. Erenice era muito ligada a Dilma e a substituiu quando a petista deixou o governo para se candidatar à Presidência.
Apesar de ter se dobrado à ne cessidade de demitir Erenice, Lula, à noite, em discurso em Belém (PA), reclamou do “jogo rasteiro da oposição”, sem se referir diretamente às denúncias que envolvem sua ex-ministra. “Pre cisamos dizer para essa elite política rabugenta, que não aceita a gente governando o país, que nós não vamos fazer o jogo baixo que eles fazem”, disse.
Fonte/foto: gazetadopovo
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